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Polícia prende responsáveis pelo maior furto de combustíveis do Amazonas

07/02/2018

Uma quadrilha especializada no furto de combustíveis de embarcações foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Amazonas na manhã da última terça-feira (06/02). Com o furto de 640 mil litros de gasolina, apenas em outubro, o prejuízo gerado pelos criminosos foi de R$ 3 milhões. Trata-se do maior desvios de combustíveis já registrado no estado, segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

Quatro mandados de prisão preventiva e temporária foram cumpridos com a deflagração da Operação Alfeu. Durante a ação, também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil amazonense, o combustível foi furtado, sempre na madrugada, durante três dias, de uma balsa atracada em um porto de uma transportadora, e deslocado em pequenas embarcações. Um vigilante da empresa de transporte aquaviário foi cooptado e saía do local no momento que os criminosos agiam. Segundo a investigação, ele recebeu R$ 1.500 para fazer vista-grossa para os criminosos.

A quadrilha furtou a carga de combustível antes que ela fosse transportada para Santarém e Itaituba, no Pará e o desvio só foi percebido quando os trabalhadores da empresa de navegação abriram a balsa e detectaram que a carga estava incompleta.

O esquema

Segundo a Polícia, dois barcos do tipo ‘bajara’ –  embarcações amazônicas de pequeno porte– se aproximaram da balsa para que os criminosos retirassem a gasolina do reservatório e a transferissem para os barcos. Logo em seguida, os criminosos colocavam água nas boias da balsa para que a embarcação permanecesse no mesmo nível e evitar a detecção do golpe.

O delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) e responsável pela investigação, afirma que parte da gasolina furtada foi utilizada para abastecer postos de combustíveis flutuantes, os chamados ‘pontões’.

Tanto o Pontão Bons Amigos, na orla do Porto da Ceasa, na zona leste de Manaus, quanto o “Pontão” Rio Negro, além de moradores e um garimpo na região de Manicoré, se utilizaram do combustível furtado.

Para o Sindarma, que ajudou nas investigações, a prisão da quadrilha representa um marco no combate ao desvio de combustíveis transportados via navegação aquaviária. Como o JOTA já noticiou, os furtos e roubos de cargas e combustíveis nos rios da região geram um prejuízo anual de mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos e às empresas.

“As quadrilhas que furtam e roubam combustíveis nos rios da região têm atuado com frequência. A ação criminosa gera prejuízos para empresas e transportadoras, além de fomentar um comércio ilegal de combustíveis, que gera sonegação de impostos e outros tipos de crimes. A atuação da polícia ao combater o maior furto de combustível registrado no Amazonas é importante e inibirá a prática criminosa”, afirma Galdino Alencar Júnior, presidente do Sindarma.

Fonte: Jota

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